Fiquei pensando sobre o que escrever, em como deveria usar as palavras certas, mas no fim preferi ser verdadeira. Quando se tem a atitude deve-se perceber que nem sempre tudo o que se escuta agrada e nem tudo o que se diz é sensato, mas partindo de sentimentos consegue transmitir o que realmente se precisa. Já vivenciei tanta coisa de espectadora, só analisando aquilo que se passa com as pessoas, que aprendi a olhar nos olhos ao falar. Sentir, não as palavras que se escuta, mas o coração. Coração, estranho como as pessoas tratam o órgão, escrevendo eu percebo que deveria ter permanecido usando a palavra sentimento em seu lugar, mas prometi não reler como sempre faço, não alterar as linhas e só ir escrevendo para conseguir transmitir o que realmente quero.
Uma vez eu chorei vendo uma cena tola e comum de um filme de comédia, onde geralmente as pessoas analisariam e esperariam em seguida a de risada, mas eu não, fiquei ali intacta no momento e chorei. Excesso de sentimentalismo? Até concordo, mas não me sinto envergonhada por ser assim, aprendi que ser o melhor que a vida pode oferecer é que nos torna diferentes. Posso ser a garota tola muitas vezes, mais também sou a quem procuram, recorrem e confiam, por saber que não diria nada daquilo que não fosse importante. Tentar divertir às vezes, e muitas delas na verdade ajuda, mas estar presente de verdade são poucas. Sendo assim não me vanglorio e nem me diminuo por isso.
Escrevi esses dias que o amor sufoca, mas pensando nele como sentimento puro, quando se sente enobrece. Não só quem o recebe, mas a quem oferece. Amar alguém é a coisa mais bonita que se pode sentir, e quando real nos faz querer ser melhor, não só por agrado, mas por se querer ser admirada. Erramos tentando acertar, e vamos nos afastando daquilo que projetamos. Está ai outra coisa que eu aprendi a não fazer mais, Planos! Esses são a fonte de nossas maiores tristezas, a expectativa que se cria a um futuro incerto. A viagem que eu tanto sonho não tem mais data.
Os textos que escrevo mudam tão rapidamente de humor, que eu parei de ler os do passado. Acho que está ai outra coisa que eu aprendi a me desligar. Se eu disser que não lembro muito da infância, muitas coisas da juventude e dos dias de hoje, parece exagero, mas não são. Eu sei que essas lembranças estão lá, mas eu só as retomo quando necessárias ou comentadas, pois penso que assim eu não me permito deixar de viver o hoje por expectativas frustradas do passado. Quebrar a cara de novo muitas vezes nos faz só perceber que o momento foi bom enquanto durou, mas que tudo passa e se modifica. Na maioria das vezes o que era ruim se torna agradável e aquilo que tanto gostávamos passa a ser uma bobagem. São os acontecimentos corriqueiros que precisamos nos permitir.
Como podem ver sou bem complicada e vaga, mas acreditem... Ainda assim tento ser o melhor que posso.