segunda-feira, 30 de agosto de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

Intensa demais...

A verdade é que sou intensa demais e não há quem dê jeito nisso...
Sofro dores que nem são minhas...
Vibro com alegrias que não me pertencem...
O bom de tudo é que, toda noite antes de dormir, eu rezo...
E sempre sorrio... mesmo quando estou triste...
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites quando nada temos para brindar.
Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
(Martha Medeiros)
"Te amo desde que te conheci, mas não me permitia senti-lo até hoje.
Estava sempre pensando adiante, tomando decisões baseadas no medo.
Hoje, por causa de você, do que aprendi com você, cada escolha que fiz foi diferente e a minha vida mudou completamente, e aprendi que se você faz isso, está vivendo a vida plenamente.
Não importa se você tem 5 minutos ou 50 anos.
Se não fosse por hoje, eu jamais teria conhecido o amor.
Portanto, obrigado por ser a pessoa que me ensinou a amar, e a ser amado."
(Antes que Termine o Dia)
"Sonhar o sonho impossível,
Sofrer a angústia implacável,
Pisar onde os bravos não ousam,
Reparar o mal irreparável,
Amar um amor casto à distância,
Enfrentar o inimigo invencível,
Tentar quando as forças se esvaem,
Alcançar a estrela inatingível:
Essa é a minha busca."
(Dom Quixote)

sábado, 28 de agosto de 2010

''E abrirás às vezes a janela à toa, por gosto...

E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu.

Tu explicarás então: "Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"
(O Pequeno Príncipe)
...tem dia que põe virgula, tem dia que põe reticências, tem dia que põe ponto final e tem dia que tem a necessidade de virar a página. O tempo todo nós fazemos a experiência de escrever a vida que somos nós, e o mais bonito: nós temos o direito de escolher como vamos pontuar esse texto, porque Deus trabalha o tempo todo no nosso coração assim, para que a gente aprenda a escrever, para que não venha ninguém escrever por nós e mesmo que alguém passe pela nossa vida, que apenas deixe detalhes no seu texto porque o autor é você, e o mais bonito é que tudo está sendo inspirado por Ele.
(Padre Fábio de Melo)
"Que todo mundo tenha um amor quentinho. Descanso pro complicado do mundo. Surpresa pra rotina dos dias. A quem esperar. De quem sentir saudades. Um nome entre todos. O verso mais bonito. A música que não se esquece. O par pra toda dança. Por quem acordar. Com quem sonhar antes de dormir. Uma mão pra segurar, um ombro pra deitar, um abraço pra morar. Um tema pra toda história. Uma certeza pra toda dúvida. Janela acesa em noite escura. Cais onde aportar. Bonança, depois da tempestade. Uma vida costurar na sua, com o fio comprido do tempo."

(Briza Mulatinho)
"Já não quero ser grande, forte, inatingível.
quero ser, por hora, de um tamanho que
eu ainda me reconheça, que ainda saiba
me encontrar no passado ou um dia no futuro.
Quero ser humana, quero ser carne e osso,
quero sentir, quero tocar... quero poder
ser isso que sou na medida qualquer do tempo,
estar sempre pronta a me recompor das tempestades;
Não devo estar tão errada...
Há tanta água no oceano que se deixa evaporar
pelo único prazer de voltar a ser uma gota de chuva."
(Cáh Morandi)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Super Ego.

Então, Clark resolveu revelar sua identidade secreta à sua namorada L.Lane.
Resolveu escrever uma carta, por considerar mais impactante a cena:
Colocaria a carta por baixo da porta, contaria os minutos e surgiria, glorioso.
Começou escrevendo:
- Querida, eu sou o Super Homem!
[Mas, pensou, - Puxa!, isso ela já pensa que eu sou, um super homem, ela não vai entender]
Recomeçou:
- Querida, eu sou um Super Herói!
[Mas, pensou: - Puxa, isso ela já pensa que eu sou, o super herói dela, ela não vai entender]
Então, escreveu:
- Querida, sei que você me considera seu super homem, seu super herói, mas eu sou mesmo o SUPER HOMEM!
Depois de refletir, pensou que ela não iria entender nada e resolveu deixar isso por isso mesmo, afinal, seu super ego dizia que ele já era SUPER pra ela.
[aiai, viu!...]
(Blog E No Balanço Das Horas)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

E pra cada momento da sua vida, um personagem. Já foi a namorada perfeita. A mais inteligente no trabalho. A mais divertida da turma. A boazuda da cidade. A bronzeada da vez. Você não curte drogas. Nem tem barriga grande. Já leu mais de centenas de livros e tem um papo legal. Inventa uma armadura ou fantasia invisível que vai te levar pro trono. Que vai te ajudar a se envolver com o cara bonitão. Que vai te fazer ganhar o dia com seu chefe e por ai vai. Fantasias que vão te dando 'prêmios'...
Você sempre prester a ouvir. Você sempre faz o que esperam que você faça. Você segue mais seu coração do que sua razão porque foi o que disseram pra fazer. E fica esperando o grande amor nas noites de lua bonita e nas outras também. Você fica sempre esperando. Tudo muito previsivel. Afinal, você ja sabe onde vai acabar. Melhor, você não sabe de nada. Você não tem contrloe da sua situação. Você é controlada!
Vamos lá então rasgar a fantasia. Tirar as máscaras. Pedir licença pra você mesma. Que você não é só sorrisos. Que você também gosta de colo. Que você pode ser a inteligente, a divertida, a namorada nem tão perfeita, a boazuda, mas que você pode continuar sendo você. Cheia de qualidades e defeitos, mas que são só seus. Cheia de vontade de gritar. De jogar tudo pro alto.
Você precisa de verdades. De mostrar aos outros e a si mesma que ser você já é ser digna de uma vida feliz. Sabe por que? Por que você tem valores. Os seus valores. E o primeiro passo pras pessoas te encararem com respeito, seja seus amigos, pais, chefes ou o bonitão que você ta a fim, é ser você mesma. E com muita força. É você ser dona da sua postura pra conduzir a sua vida. E não ser conduzida pelos outros.
Porque quando as coisas costumam dar errado, você culpa o destino. Inventa carmas e encostos. Mas na verdade nunca olha pra você. Mais uma vez. Usa o destino como consolo. E fala pra você mesma: Era pra ser assim. Não era pra ser. Se tiver que ser meu... Tudo o destino justifica. Excluindo toda sua culpa, mas também todo mérito.
Dai você acredita e fica esperando que o destino é que vai arrumar sua vida. Que vai fazer você seguir. Espera que o sapo vire príncipe. Ou que o bonitão te assuma e pare de inventar desculpas pra não te namorar.Você espera que todas as suas invenções façam jus à realidade. Que o destino seja mesmo o remédio pros seus males. E perde um pouco a paz. A paz de ser você sem medo.
Paz é uma sensação de dever cumprido. De aceitação. De ver o seu melhor ser aceito, sem brigas. Paz são olhos de mãe te observando com admiração. É ter respeito. E paz não tem nada a ver com destino. Esse que você espera que te entregue seus planos e suas esperas na palma da sua mão. Paz é o plantio de boas ações. É o cuidado com as palavras. É a paciência no meio da tormenta. Paz é uma sensação para poucos.
É uma sensação que não é quente, não é frio e muito menos morno. Te faz leve e segura. Segura pra dizer que suas verdades mudam com o tempo. Mas seus valores não.
(Vanessa Leonardi)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Faz parte da vida costurar o amor, remendar desafetos e fazer com que ele fique forte e sólido. Não é do dia para noite como costumam dizer que se faz o amor verdadeiro, ele vem com o tempo, com os afetos, semelhanças, desavenças e mais que tudo isso, vem com o se querer bem independendo das situações. Não é deixar de se dedicar a si, isso é inaceitável, mas é cuidar do sentimento enquanto ele merecer e nos fazer felizes.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Seja essa habilidade.

Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar os nossos medos todos. As nossas belezas. As nossas feiuras. As nossas sementes que puderam florescer com viço. As nossas sementes que não conseguiram dizer suas flores. As nossas sementes que temem florir. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar as nossas borboletas que souberam se desvencilhar dos casulos. As nossas crisálidas apavoradas por se saber com asas, embora sonhem, encantadas, com o néctar da vida. As nossas feras vorazes e ressentidas. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar os nossos avanços. A nossa estagnação. Os nossos fracassos. As nossas vergonhas. As nossas vaidades. A nossa arrogância, que muitas vezes não é outra coisa senão um disfarce que o embaraço usa para esconder o conflito por sentirmos tanto afeto sem saber direito como expressá-lo. Como fazê-lo circular.
Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar a existência de feridas que pensávamos estar cicatrizadas, mas que ele delata sem cerimônia, sem medir palavras, olhando bem dentro dos nossos olhos, que ainda não estão, não. Que algumas bolas de ferro muito antigas continuam presentes, embora, teimosos, tentemos avançar mesmo com elas, arrastando todo o peso do mundo, em vez de escolher a pausa necessária para soltá-las dos nossos pés. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar que quanto mais a luz canta, mais a sombra se mostra. Que embora a gente insista em fugir da sombra correndo para debaixo do sol, ela nos acompanha, incansável, até aceitarmos integrá-la. Que precisamos olhá-la com carinho e deixar que caminhe com a gente sem tentar fugir dela.
O amor nos desnuda a alma, nós que muitas vezes, ao longo da vida, nos enchemos de peças de roupa de tudo o que é tipo, físicas ou sutis, óbvias ou disfarçadas, para tentar escondê-la. Saber a própria alma nua e não ter jeito de tapar-lhe as partes íntimas, de inibir sua exibição, de pedir-lhe modos, é um desconforto dos grandes para quem se acostumou a viver pequeno por parecer mais cômodo, sem arredar os movimentos do território áspero do ilusório controle. É um desconforto dos grandes para quem se acostumou a tratar a emoção com recato, sob o custo de amordaçar a alegria fluida do tambor do prazer. Essa que ressoa, sempre, mesmo que aparentemente silenciosa, no nosso coração. O amor chega e abre as janelas, escancara as portas todas, rasga o tecido frágil das redomas que criamos para nos proteger, a gente se assusta. Olhando de perto ou de longe, não é sem razão.
É no encontro em que eu olho verdadeiramente o outro, em que consigo amá-lo com todas as belezas e esquisitices que ele tem, em que consigo admirá-lo do jeito que ele é, em que consigo ouvir com a alma que também venho dos lugares de onde ele vem, que eu me vejo com mais nitidez. Desfeitas algumas ilusões, a impressão que dá é que conhecemos o outro é de nós mesmos. Que perspicácia da vida, meu Deus, isso de fazer as pessoas se encontrarem por meio do amor, que, quando vem à tona, latente que pulsa a maior parte do tempo, remexe em tudo, esvazia falsas verdades, inaugura saberes e sabores, bagunça o coreto todinho, faz a gente olhar para a própria nudez. E começar a gostar dela. A respeitá-la.
A princípio, quando o amor vem à tona, a gente acha que precisa se entender com o outro, sobretudo. Não é verdade, o chamado principal é de outra natureza. Com o outro, se a fluência permitir dos dois lados, pode acontecer um encontro lindo, real e imperfeito, como todos, e é claro que a gente torce por isso. Pode não acontecer também, às vezes o tempo de duas pessoas, por mais que se gostem, não coincide para o desafio bom da vivência mútua do afeto. Mas, o amor pelo outro é, principalmente, esse espelhamento: no fundo, quando vem à tona, o chamado é para nos entendermos com nós mesmos. Com a nossa história. Com as nossas sementes. As nossas flores. As nossas borboletas. As nossas feras. As nossas feridas. As nossas luzes. As nossas sombras. A nossa alma.
Os espelhos materiais de casa não contarão nunca o que o espelho do outro nos mostra. O amor, sendo divino pelo seu caráter criativo e transformador, é também o que de mais humano existe. No amor, com todas as minhas singularidades, eu me irmano com toda gente. E reconheço que, embora não saibamos muito bem o que fazer com a essência desse lume, com tudo o que dispõe e possibilita, ele clareia os caminhos e nos faz avançar, nos ajuda a ser mais parecidos com nós mesmos. Mais inteiros. Mais espontâneos. Mais livres. Mais generosos. Embora não saibamos muito bem o que fazer com o amor, ele sabe o que faz com a gente. Ninguém, arrisco, permanece igual depois da diferença de um encontro de amor. Alguns se acovardam tanto, que às vezes parece que é pra sempre. Outros, passam a ter mais coragem, ainda que com todo o medo. Mas, pra gente viver não é preciso mesmo não ter medo. É preciso, apesar dos medos todos, ter valentia para ser e sentir, essa capacidade que o amor, habilidoso, consegue burilar com toda a calma do mundo em nós.
(Ana Jacobo)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010


Parece vazio, mas reparando se encontra a beleza real.
Não me interessa saber o que fazes para ganhar a vida. Quero saber o que desejas ardentemente, se ousas sonhar em atender aquilo pelo qual o teu coração anseia. Não me interessa saber a tua idade. Quero saber se arriscarás parecer um tolo por amor, por sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com a tua lua. Quero saber se tocaste o âmago da tua dor, se as traições da vida te abriram ou se te tornaste murcho e fechado por medo de mais dor! Quero saber se podes suportar a dor, minha ou tua; sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la. Quero saber se podes aceitar alegria, minha ou tua, se podes dançar com abandono e deixar que o êxtase te domine até às pontas dos dedos das mãos e dos pés, sem nos dizeres para termos cautela, sermos realistas, ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos. Não me interessa se a história que contas é verdade. Quero saber se consegues desapontar outra pessoa para ser autêntico contigo mesmo, se podes suportar a acusação de traição e não traíres a tua alma.
Quero saber se podes ver beleza mesmo que ela não seja bonita todos os dias, e se podes buscar a origem da tua vida na presença de Deus, quero saber se podes viver com o fracasso, teu e meu e ainda, à margem de um lago, gritar para a lua prateada: Posso! Não me interessa onde moras ou quanto dinheiro tens. Quero saber se podes levantar-te após uma noite de sofrimento e desespero, cansado, ferido até aos ossos, e fazer o que tem de ser feito pelos filhos. Não me interessa saber quem és e como vieste parar aqui. Quero saber se ficarás comigo no meio do incêndio e não te acovardarás. Não me interessa saber onde, o quê, ou com quem estudaste. Quero saber o que te sustenta a partir de dentro, quando tudo o mais se desmorona. Quero saber se consegues ficar sozinho contigo mesmo e se, realmente, gostas da companhia que tens nos momentos vazios.
(Jean Houston)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

' Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso.
Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura.
Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista.
Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo.
Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.
Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna. '
(Caio Fernando Abreu)