quarta-feira, 27 de outubro de 2010

As manhãs cinzentas precisam ser colocadas nas últimas gavetas, para que tentamos não repeti-las, mas guardá-las para que não menosprezemos o aprendizado.
Agora é hora de escolher outra cor para pintar o dia.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Noite sem Fim

Tá de noite por dentro da minh'alma pequenina,
e de tão escuro
e de tão pequeno
acabei assim, perdida
e sem saída.
(Blog Uma Estrela Na Mão)

*
"É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros.
Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio."
(Exupéry - O Pequeno Principe)
"Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém. E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, e que faço falta quando não estou por perto."
(Mário Quintana)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"Eu quero que todos os dias você me convença que contos de fadas não existem, só pra eu ter certeza que você é de verdade. Quero que esse sentimento meio novo, meio tonto e meio infantil dure por muito tempo, mesmo que repetido, sóbrio e adulto. Porque os dias e os meses sempre passam, mas eu quero continuar acreditando que dividir o sofá, o último pedaço do bolo e o travesseiro sejam a eternidade num piscar de olhos."
(Marina Melz)

sábado, 16 de outubro de 2010

"Aí fui recebendo tanto carinho que fui ficando, até hoje."
(Caio Fernando Abreu)

Como Maça Ácida!

"Quanto tempo demora? - perguntou ele.
- Não sei. Um pouco.
Sohrab deu de ombros e voltou a sorrir, desta vez era um sorriso mais largo.
- Não tem importância. Posso esperar. É que nem maçã ácida.
- Maçã ácida?
- Um dia, quando eu era bem pequenininho mesmo, trepei em uma árvore e comi uma daquelas maçãs verdes, ácidas. Minha barriga inchou e ficou dura feito um tambor. Doeu à beça. A mãe disse que, se eu tivesse esperado as maçãs amadurecerem, não teria ficado doente. Agora, quando quero alguma coisa de verdade tento lembrar do que ela disse sobre as maçãs."
(O Caçador de Pipas)
Em agradecimento a tudo de bom que tenho recebido na minha vida, e agradecer também ao que às vezes julgo ruim, porque só Deus é capaz de entender os motivos das mudanças, que mesmo sendo um sofrimento imediato, tornam no decorrer da vida a parte mais justa acontecida nela.
Deus tem o dom de nos conhecer, em detalhes. Nem sempre aquilo que desejamos é o que necessitamos e nos fará feliz de verdade, mas só ele sabe porque os planos dele são sempre muito maiores que os meus.
Hoje obrigada, por eu estar tão feliz, realizada e com o coração puro. Tenho desejado apenas coisas boas para todos que me rodeiam, e que se mantenha assim. Eu aprenda cada vez mais a respeitar aqueles que eu amo, e os querer bem, seja como for.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Porque mesmo que o tempo mude, o nosso amor permanece. Assim eu penso.
Como o barro é para o oleiro, assim nós somos para o amor. Ele nos modela a todo instante para que a ideia se transforme na obra que potencialmente somos. Trabalha em silêncio, enquanto giramos no torno da vida. As circunstâncias que experimentamos não são outra coisa senão os movimentos das mãos do amor em nós. Incluindo. Retirando excessos. Burilando. Levando-nos a fornos de temperaturas altíssimas. Esmaltando-nos, com cuidado artístico. Devolvendo-nos a fornos ainda mais quentes para podermos cintilar depois. Para nos tornarmos os belos recipientes capazes de contê-lo e fazê-lo expandir.
(Ana Jácomo)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

De vez em quando, surge um vento mais forte e fecha as janelas pelo lado de fora. Quando acontece, é bobagem tentar brigar com o vento. A gente espera ele esvaziar e reabre as janelas pelo lado de dentro.
(Ana Jácomo)
'Daquilo que é óbvio, daquilo que nos faz um tanto bem maior, daquilo que nos faz amadurecer diariamente: A capacidade que a gente tem de olhar no olho, de agradecer, de poder dialogar, críticar com sensibilidade, com coragem. Que a gente saiba valorizar cada momento nosso, porque todo mundo aqui já está automaticamente em extinção; Só existe um de cada um de nós. Que a gente saiba cuidar muito disso...'
(Fernando Anitelli)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O fato resumindo é que o amor não era mais aquele estardalhaço. O amor era suave e tinha um jeito de penetrar sem invadir, de libertar no abraço. O amor não era mais aquela insônia, mas sonho bom na entrega ao desconhecido. O amor não era mais a iminência de um conflito, mas uma confiança na vida. E, pela primeira vez, o amor não carregava resquícios de abandono, pois havia descoberto: o amor estava ali porque ambos estavam prontos.
O Tempo estava certo.
(Marla de Queiroz)