quarta-feira, 21 de julho de 2010

"Houve uma noite em que ele não prestou atenção. Entre uma risada e outra, suas mãos depararam com as dela, seu corpo encostou quente em alguma parte do dela. E o tempo foi longo. Do buteco para a pista de dança. Da cerveja à vodca. Do primeiro beijo à dança de rosto colado que mais parecia o corpo fazendo declaração de amor. Houve essa noite em que seu corpo disse e o dela respondeu. Não havia receio, nome, raciocínio ou amanhã. Foi uma noite comprida e ainda houve tempo para um boteco sujo, onde o abraço ficou ainda mais fácil e bonito. E terminou em sanduíche. Ele acordou de ressaca no dia seguinte e, depois de muitos copos d'água, voltou a montar vigília, com olhos de coruja, sem perder um só de seus próprios movimentos. Aquela tinha sido apenas a sua noite de folga."
(Cris Guerra)

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