quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A menina correu para baixo da marquise. A chuva caia torrencialmente lá fora. Ela tinha saído para caminhar, e agora, enquanto esperava a chuva passar, percebeu na vidraça embaçada do outro lado da rua o desenho de um coração surgindo, desses desenhados pelos apaixonados que vagam na noite. Dentro dele um nome que ela não conseguia decifrar. O outro lado da rua parecia longe demais...
.
Mas ela cansou de esperar, saiu na chuva, atravessou a rua.
Fez isso porque tudo o que queria era caber naquele coração desenhado as pressas, tímido até, mas que atravessara a noite intacto.
Ela queria um coração assim, que durasse até a manhã seguinte...
E queria ler aquele nome.
Talvez fosse o dela.
Talvez.
.
Ficou insegura.
É porque nunca lhe disseram que somos bem menores do que aquilo que sentimos.
(Desconhecido)

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